A gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU) é um dos grandes desafios ambientais do Brasil. Apesar da legislação que prevê o descarte correto, muitos municípios ainda destinam seus resíduos para locais inadequados, como lixões e aterros controlados.
Em 2018, mais de 29 milhões de toneladas de resíduos foram descartadas de forma irregular no país, gerando sérias consequências ambientais.
Quando os resíduos sólidos urbanos não recebem o tratamento adequado, os danos ao meio ambiente e à saúde pública são significativos. Entre os principais problemas estão:
Poluição do solo e da água causada pelo descarte incorreto.
Emissão de gases de efeito estufa como metano e dióxido de carbono, acelerando o aquecimento global.
Produção de chorume, líquido tóxico altamente poluente.
Mau cheiro que compromete a qualidade de vida das populações próximas.
Geração de passivos ambientais que aumentam os custos de recuperação futura.
Em locais como o Aterro Sanitário Municipal de Medianeira, a situação evidencia os desafios da gestão inadequada de resíduos. Entre as consequências estão:
Altas concentrações de gás metano.
Formação de chorume.
Riscos ambientais crescentes.
Odores desagradáveis que afetam a população local.
A gestão ineficiente dos resíduos sólidos urbanos no Brasil exige mudanças urgentes. É fundamental implantar soluções tecnicamente viáveis e financeiramente sustentáveis para o tratamento e destinação correta dos rejeitos.
Investimentos em tecnologia de reciclagem, aproveitamento energético do biogás e políticas públicas mais eficazes são caminhos essenciais para reduzir os impactos ambientais e garantir um futuro mais sustentável.